A tua mudança faz parte da tua história, não é uma nota de rodapé
Muitos recém-chegados desvalorizam de onde vêm, ou nem o mencionam, com medo de afastar as pessoas ou de atrair perguntas desajeitadas. Normalmente acontece o contrário. Ter vivido em mais do que um sítio torna-te mais interessante e dá às pessoas uma forma fácil e genuína de começar a falar contigo.
Não precisas de contar a tua vida toda. Uma ou duas linhas chegam: onde cresceste, o que te trouxe até aqui, de que sentes falta e o que aprendeste a adorar. É mais do que suficiente para alguém te fazer perguntas.
Diz de onde és e onde estás agora
Sê claro em relação às duas coisas. Alguém que cresceu num sítio e vive noutro há dez anos está numa situação muito diferente de alguém que chegou no mês passado, e a pessoa certa vai querer saber qual é o teu caso.
Podes mencionar há quanto tempo estás cá, se te sentires à vontade com isso. Ajuda as pessoas a perceberem-te: se és novo cá, o match certo pode oferecer-se para te mostrar os seus sítios preferidos; se estás cá há anos, podes ser tu quem conhece a cidade.
Indica as tuas línguas com honestidade
As línguas pesam mais nos encontros do que a maioria das pessoas imagina. Uma primeira língua em comum pode tornar a conversa fácil, e namorar numa segunda língua também pode ser bonito, desde que as duas pessoas saibam com o que contar.
Indica as línguas que falas e sê honesto sobre o teu nível. “Fluente”, “conversação” e “a aprender” estão todos bem. Se estás a aprender a língua local, diz: muita gente acha isso atraente, e é uma forma fácil de começar uma conversa.
Sê claro sobre os teus planos, não sobre a tua papelada
Se pensas ficar, se ainda não sabes ou se contas mudar outra vez, isso influencia o tipo de relação que faz sentido. Não precisas de prometer nada, mas uma linha curta e honesta, como “vim para ficar” ou “não sei onde vou estar daqui a dois anos”, poupa-vos a ambos surpresas mais tarde.
O que nunca deves pôr num perfil é a tua situação migratória, o tipo de visto ou qualquer coisa sobre os teus documentos. Numa app de encontros, isso não diz respeito a ninguém, e é o tipo de pormenor que pode ser mal usado. Os planos e as intenções é que importam para a compatibilidade.
Fotos que ajudam
O básico aplica-se em todo o lado: fotos recentes, a tua cara bem visível na primeira, pelo menos uma a fazeres algo de que gostas, e nenhuma em que as pessoas tenham de adivinhar quem és tu.
Algo em que os recém-chegados muitas vezes não reparam: o fundo. Uma foto à porta do teu prédio, no teu local de trabalho ou com o nome da tua rua à vista diz a um desconhecido mais do que talvez quisesses. Guarda essas para pessoas que conheces.
- Uma foto nítida e recente da tua cara, a sorrir ou descontraído.
- Uma foto de corpo inteiro ou a fazer alguma atividade, para que as pessoas fiquem com uma ideia real de ti.
- Algo que deixe adivinhar a tua história: um prato preferido, um sítio que te diz muito, a tua nova cidade.
- Nada que mostre a tua casa, o teu local de trabalho ou a matrícula do teu carro.
Escreve respostas a que as pessoas possam responder
É difícil responder a perfis que dizem “Gosto de viajar, de comer e de boas vibes”, porque toda a gente diz o mesmo. Respostas concretas dão às pessoas algo em que pegar. Compara “Adoro comida” com “Ainda ando à procura de uma padaria que faça pão como o daquela perto da casa dos meus pais”. A segunda começa uma conversa sozinha.
Bons temas para um recém-chegado: aquilo de que mais sentes falta do teu país, a primeira coisa que te surpreendeu aqui, um prato que sabes cozinhar para alguém, o sítio aonde vais quando precisas de te sentir em casa, ou algo que estás a experimentar pela primeira vez.
Escrever na tua segunda língua
Se estás a escrever numa língua que ainda estás a aprender, usa frases curtas e diz as coisas como as dirias em voz alta. Alguns errinhos não têm mal nenhum, e são honestos: a pessoa que te conhecer vai ouvir a mesma voz.
Cuidado com as ferramentas de tradução. Passar o perfil inteiro por uma pode dar um texto que não soa nada a ti, demasiado formal, ou estranho sem querer. Se usares uma, confirma o resultado com alguém que fale a língua, e mantém as tuas próprias palavras sempre que puderes.
O que deixar de fora
Um perfil é público para toda a gente que usa a app, por isso trata-o como tal. Guarda isto para mais tarde, para pessoas que já conheceste e em quem confias:
- A tua morada exata, o teu bairro se for pequeno, e o teu local de trabalho.
- O teu número de telefone e outras contas de redes sociais.
- Qualquer coisa sobre dinheiro, o teu rendimento ou o que tens.
- A tua situação migratória ou os teus documentos.
- Listas compridas do que não queres; uma linha sobre o que queres funciona melhor.
Onde entra o ImmigrantsDating
No ImmigrantsDating, o teu perfil tem lugar precisamente para estas coisas: de onde és, onde vives agora, as línguas que falas e o que procuras. As pessoas veem os motivos por que se podem dar bem contigo, como uma língua em comum, e não apenas uma distância. Uma pessoa verifica cada perfil, comparando uma selfie com as fotos, antes de ele ser mostrado a alguém.
Se é num sítio assim que queres escrever o teu perfil, cria um ou recebe um aviso no lançamento. O nosso guia sobre namorar como expatriado fala mais sobre ser honesto quanto a prazos e planos.
Perguntas frequentes
Devo dizer no meu perfil de encontros que acabei de mudar de país?
Se te sentires à vontade, sim. Explica muito sobre a fase da vida em que estás e dá às pessoas uma forma fácil de começar a falar. Não precisas de dar mais pormenores do que te parecer bem.
Faz mal se o meu perfil tiver erros de língua?
Normalmente não. Frases curtas e naturais com alguns errinhos soam genuínas. Um perfil que soa muito diferente da forma como falas pode afastar mais do que alguns erros.